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Mais de metade da despesa do SNS vem dos hospitais

O tema saúde está em discussão no Parlamento, numa altura em que um estudo "Saúde em Análise", da empresa Deloitte, defende que as taxas moderadoras deveriam ser mais abrangentes para limitar o acesso e assim garantir a sustentabilidade do SNS - Serviço Nacional de Saúde. Qual será o futuro das taxas moderadoras?

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Saúde: O que será das taxas moderadoras?

Mais de metade da despesa do SNS vem dos hospitais

A verdade é que mais de metade da despesa do SNS - Serviço Nacional de Saúde, vem dos hospitais, representando 52%.

De acordo com o estudo "Saúde em Análise - Uma Visão para o Futuro", da empresa Deloitte, esta realidade devia ser alterada através de uma maior abrangência das taxas moderadoras, ou seja, os portugueses deveriam pagar mais taxas, já que este é o único meio do SNS para evitar a utilização desnecessária dos cuidados de saúde.

De forma a conseguir explicar o objectivo desta proposta quanto às taxas moderadoras, o estudo compara os seguros de saúde, que têm mecanismos para desencorajar a afluência de doentes, também o SNS deveria encontrar nas taxas moderadoras esse mecanismo.

Curiosamente, hoje o Parlamento vota duas propostas para a eliminação das taxas moderadoras, no entanto, provavelmente a Assembleia irá chumbar as propostas do BE e PCP, propostas das quais os partidos PS, PSD e CDS-PP já mostraram o deu desagrado, já que não concordam com o fim da aplicação de todas as taxas.

Outra conclusão do estudo é que as taxas moderadoras só contribuem em 1% para o financiamento do SNS e 45% da população é isenta do seu pagamento.

Para concluir, duas sugestões interessantes do estudo é a liberalização do preço dos genéricos de forma a aumentar a concorrência e assim haver um maior controlo dos gastos do Estado com medicamentos; assim como seguir os passos de outros países e disponibilizar mais informação ao paciente acerca de orientações terapêuticas, para que eles tomem mais conhecimento que os ajude a decidir, tornando-os mais responsáveis.

Resta agora saber qual a opinião do Ministério da Saúde que deverá ter uma palavra para as sugestões feitas no estudo com o intuito de encontrar soluções para a sustentabilidade do sistema de saúde em Portugal.

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