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O nosso risco é cada vez mais baixo!

O risco da dívida portuguesa está em mínimos de 2010. É bom para a taxa a que o país se financia e um sinal para o que fazer no pós-troika, já daqui a 1 mês.

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Risco da dívida portuguesa renova mínimos de 2010

O nosso risco é cada vez mais baixo!
  • Taxa de juro da dívida em mínimos de 2010
  • Empreste-me dinheiro que sou bom pagador
Há poucos meses parecia uma miragem, atualmente é uma realidade a que já nos podemos ir habituando. O preço que o Estado português está a pagar por se financiar nos mercados está cada vez mais baixo, atualmente ao nível de 2010, ou seja, antes do pedido de resgate protagonizado por José Sócrates.

As taxas de juro a que os financiadores consideram emprestar-nos dinheiro estão baixas, é verdade, mas o mais positivo é a tendência de queda que se verifica. Atualmente, a taxa de juro implícita das obrigações portuguesas é a seguinte:

  • 2 anos: 1,305%
  • 5 anos: 2,916%
  • 10 anos: 4,037%

Se considerarmos que estes valores andaram há pouco tempo na casa dos dois dígitos, entendemos facilmente que estamos numa situação bem mais confortável.

Spread também em queda


Tal como num empréstimo particular, por exemplo num Crédito Habitação, a taxa de financiamento de um Estado é caracterizada também pelo conceito de spread. Neste caso a comparação é feita com a Alemanha, país que chegou a ter taxas de juro negativas nas suas obrigações ... ou seja, os investidores aceitavam pagar (em vez de receber) para ter o seu dinheiro investido em obrigações alemãs!

No nosso caso, o valor do spread que pagamos em relação à Alemanha é um indicador relevante, e positivo quando baixa. É o que está a acontecer, também ao nível de mínimos de 2010. Ou seja, no início deste de abril o valor é de 241,4 pontos base.

Importância desta descida


Apesar de ainda elevado, o valor a que o Estado português se está a financiar nos mercados considera-se já próximo do aceitável e, sobretudo, sustentável. O mais importante, contudo, é a tendência de queda que se espera continue nas próximas semanas.

A taxa de juro a pagar pelo empréstimo deve ser, de uma forma simples, inferior à taxa de crescimento do PIB. Adicionalmente, quanto mais dívida maior o peso dos juros no orçamento de Estado.

Este ano, os juros da dívida pública portuguesa contabilizados no Orçamento de Estado são de 7,239 mil milhões de Euros, montante idêntico ao gasto num ano em despesas de saúde, por exemplo.

Por último, com a saída da troika já em Maio deste ano, é importante definir a forma como a partir daqui o país se irá financiar ... e quanto mais baixa a taxa de juro no mercado, maior a probabilidade de termos uma "saída limpa", ou seja, não precisarmos de mais ajuda internacional para pagarmos as nossas contas.

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