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Pobres não beneficiam de serviços de saúde qualificados

Os pobres são quem mais pagam mas são os que têm pior acesso à saúde. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a saúde ocupa 40% do orçamento familiar e que as famílias mais carenciadas correm riscos financeiros se adoecerem.

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Cuidados de Saúde - Pior acesso para os pobres

Pobres não beneficiam de serviços de saúde qualificados

O relatório elaborado pela OMS - Organização Mundial da Saúde, em 2010, com o título: "Avaliação do desempenho do sistema de saúde Português", mostrou que em relação a outros países, Portugal tem de reduzir as barreiras à capacidade de pagamento de cuidados de saúde, pois o peso dos custos com saúde das famílias é demasiado elevado.

Aliás, a OMS critica o pagamento directo de 20% a 23% do sistema de saúde, quando o ideal é situar-se num valor abaixo dos 15% e a média europeia corresponde a 17%.

Segundo dados do INE - Instituto Nacional de Estatística, as famílias mais pobres gastam 12% do seu orçamento em saúde, enquanto as famílias mais ricas despendem praticamente metade - 7%. Para 8% destas famílias, a saúde pesa em 40% do seu orçamento, deixando-as em risco financeiro no caso de doença.

O Plano Nacional de Saúde procura atingir uma maior equidade no acesso aos cuidados de saúde. Uma das razões apontadas para esta desigualdade prende-se com a falta de articulação entre cuidados primários e os hospitais.

Segundo a alta-comissária da Saúde, Maria do Céu Machado, "a gestão integrada da doença, o seguimento dos doentes pelos médicos de família após as fases agudas e um bom sistema informático com dados dos doentes são essenciais para reduzir desperdícios".

O próprio paciente deve ser educado para usar correctamente o serviço de saúde e assim evitar gastos em excesso.

Segundo a mesma, os reembolsos de pagamentos por parte do Estado são maiores nas classes com mais poder financeiro, porque existe uma maior capacidade para pagar um serviço ou um seguro de saúde.

A OMS defende algumas políticas para a diminuição das desigualdades que passam pelo aumento do financiamento por parte do Estado, que subsistemas de saúde apenas sejam complementares ao SNS - Serviço Nacional de Saúde, como é o exemplo da ADSE, pois os beneficiários deste subistema acabam por ter um acesso à saúde mais rápido e fácil que os outros utentes, o que naturalmente gera desigualdades.

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