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Quais as profissões mais rentáveis?

Apesar de se lamentar cada vez que olha para o seu recibo de vencimento, o ideal mesmo é abrir um sorriso no seu rosto porque se recebe menos é sinal que tem um emprego e um patrão que mensalmente lhe paga o seu salário.

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Salários à Lupa - Quem ganha mais do que eu?

Quais as profissões mais rentáveis?

 

Como referi anteriormente, o desemprego nos jovens licenciados até aos 24 atingiu o número assustador de 42,8% e isso significa que a lição que nos foi transmitida, de estudar para ter uma vida melhor, foi deitada por água abaixo. Portugal não está a saber aproveitar os seus recursos-humanos especializados e está a perder massa crítica para outros países. Mesmo assim, não se deixe afetar por estas notícias e factos desastrosos. Mas afinal, quem ganha mais do que eu? É a pergunta que se impõe.  

Hoje, há cada vez mais mão-de-obra disponível. Mão-de-obra de qualidade, qualificada, disposta a fazer tudo para conseguir singrar no mercado de trabalho. Poderíamos ficar felizes por isso acontecer, mas a verdade é que o excesso de mão-de-obra faz com que os empregadores tenham mais ferramentas de discussão salarial. Quantos de nós já não pensamos que haverá, algures por ai, alguém que faça o nosso trabalho por menos dinheiro? E essa é a realidade. 

 

 

 

Hoje, a instabilidade é constante e poucos são aqueles que se sentem seguros no seu posto de trabalho. Se é verdade que até há bem pouco tempo havia uma classe vista como privilegiada, hoje nem essa passa despercebida aos cortes. A função pública parece ser um alvo a abater. Desde 2010 – em 2009 ainda existiu um aumento de 2,9% - que os funcionários do Estado têm sofrido cortes salariais. 

Genericamente, o funcionário do Estado é mais qualificado do que o do privado e, também genericamente, ganha mais. No entanto, os cortes neste setor têm sido drásticos e só têm servido para esbater as desigualdades salariais entre o Porto e Lisboa (os trabalhadores da capital têm sido vitimas de mais cortes).

No Estado, houve diversas categorias profissionais que, entre 2008 e 2013, perderam mais de 20% das suas remunerações. Se é verdade que aumentaram os descontos para a Caixa Geral de Aposentações e para a ADSE, não menos verdade é que, dependendo do nível salarial, os funcionários públicos tiveram um corte dos salários de 3,5% a 10%. 

Esperemos que esta vaga de cortes não implique que, um dia quando a economia começar a crescer, tenhamos necessidade de importar cérebros. A verdade é que temos perdido, para a emigração, recursos humanos especializados que, um dia, poderão fazer falta para suprir vagas. 

 

Não há privilegiados

Nesta guerra que é a baixa salarial, não há profissões que saiam ilesas. O mesmo acontece nos diversos patamares profissionais. Com o subsídio desemprego a chegar ao fim, até os cargos de topo são ocupados com qualquer ordenado e com cada vez menos regalias e benefícios. 

Independentemente da profissão que exerce, hoje ganha menos. Se bem que a inflação subiu e os impostos também, a verdade é que os profissionais em início de carreira recebem bastante menos. E como referido anteriormente, se juntarmos a isso a variação negativa de 8,7% nos salários médios brutos, ao corte fiscal e ao aumento da inflação, verificamos que perdemos 20% do poder de compra. 

 

Mas se por acaso faz parte do privado, saiba quais as variações reais dos salários líquidos de 2008 para 2012. No setor financeiro, por exemplo, as variações reais variam entre - 31,06% e os - 0,97%, tendo a função de Diretor Financeiro sido a mais afetada pelas perdas abruptas de salário, passando de um vencimento liquido em 2008 de 2321€ para os 1768€. Já a profissão de Contabilista sofreu a menor variação negativa real, passando de um vencimento de 990 para 1052 em 2012. No Brasil, por exemplo, a realidade é totalmente oposta. Atualmente, um gestor de topo é um dos profissionais mais bem pagos do mercado e um Diretor Financeiro consegue levar para casa ao final do mês uma quantia bem atrativa.

Se por acaso está na área da banca de retalho, os números não são nada animadores. A variação real do salário liquido de 2008 e de 20013 varia entre os - 22,73% e os - 15,51% sendo que o Trader aufere, em 2013, menos 11,96% do que auferia em 2008 e um Subgerente tem uma diferença entre os dois anos de 252€ (para menos, claro).

Na indústria farmacêutica, podemos assistir a uma variação real negativa de 13,98% sendo que hoje um Delegado de Informação Médica – outrora um emprego muito apetecível e bem remunerado – leva para casa no final do mês a quantia de 1174€ e, em 2008, levava 1259.

A informática e as telecomunicações não fogem à regra e Analista Programador recebe hoje o mesmo que um Engenheiro de Telecomunicações, 1419€ e, em 2008, a diferença salarial entre ambos andava à volta dos 50€. Já o Consultor Técnico de Informática teve uma variação real de – 19,71%, passando de 1314€ em 2008, para os 1150€, em 2012.

Um Advogado de uma empresa média, hoje, recebe realmente menos 9,51% do que recebia em 2008 enquanto que um Médico de Clínica Geral teve uma perda real de 15,31%.

O setor da construção é um dos mais afetados. Atualmente, um Promotor Imobiliário tem um vencimento médio mensal de 671€. Em 2008 era de 975€. Também em 2008, um Diretor de Obra tinha um salário de 1399€. Hoje, recebe 1198€.

A Industria Automóvel não fugiu à crise e aos cortes e um Diretor Comercial que, em 2008, tinha um salário de 2278€, hoje não vai além dos 1862€. 

Na industria em geral houve variações reais de vencimento avassaladoras. Com uma variação negativa superior a 25%, um Diretor Geral recebe mensalmente cerca de 3336€, contra os 4072€ que recebia em 2008. O Técnico de Qualidade também viu o seu salário passar de 990€ para 929€.

Na grande distribuição, os valores das variações reais oscilam entre os 27% e os 8,72%, sendo a maior perda para os Diretores de Compras e as menores para os Operadores de Supermercados. 

A Educação e a Publicidade foram mais duas áreas bastante afetadas por esta onda de cortes e reduções. Um Professor do ensino Particular e Cooperativo viu o seu salário reduzido em 11,33% e um Diretor de Conta perdeu mais de 38% do seu vencimento.

Mas nem só de notícias negativas nos alimentamos. Neste mundo negro, há ainda quem se tenha esgueirado e conseguir ver os seus salários aumentados. É o caso do Designer de Moda que aumentou o seu salário de 1078€ para 1174€ e do Chefe de Cozinha que também viu o seu salário aumentado em mais de 200€.

 

Conclusão

Depois de todos os exemplos apresentados e de conhecida a realidade do país, será que é possível ligar estas perdas sucessivas de salários e poder de compra com uma possível retoma da economia? Com a dificuldade que Portugal está a ter para cumprir as metas estabelecidas para o défice, parece-nos que não. Sigamos, portanto, o exemplo destas profissões que viram os seus recursos humanos saírem beneficiados. No entanto, sejamos corretos. Para que o poder de comprar aumente e os trabalhadores passem a receber mais, não importa apenas aumentar os salários. É necessário, senão mesmo urgente, que se baixe a carga fiscal em Portugal e se permita que as análises entre os salários do ano 2000 e os salários do 2013 não apresentem variações negativas. (continua na próxima página)

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Maria Garcês
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Maria Garcês Comentado há 10 days 5 months 2 years

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