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Não veja os seus imóveis penhorados

Sem emprego, com filhos para sustentar e imóveis penhorados por falta de pagamento, a insolvência pessoal foi a solução encontrada por muitas famílias portuguesas em busca de um novo começo. 

 

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Imóveis Penhorados: Relato de um leitor sobre insolvência

Não veja os seus imóveis penhorados
  • Nos últimos dois anos o conceito Insolvência Pessoal saltou para a ribalta, pelos piores motivos.

Relato de um leitor - Como a insolvência lhe mudou a vida

 

João Pedro é um cidadão português como outro qualquer. Começou a trabalhar cedo na terra que o viu nascer, mas a sua vontade de fazer mais e melhor fê-lo procurar uma vida diferente. Percebendo que a sua técnica e qualidade eram superiores às dos seus colegas, João Pedro decidiu seguir o empreendedorismo e criou uma empresa própria na área industrial. Para o início do projeto, o empresário recorreu à banca, o que lhe permitiu criar uma empresa de qualidade e equipada com tudo o que era necessário para fazer face às necessidades do mercado.


A empresa correu bem e a vida de João Pedro era agora diferente, mas em 2008 instalou-se a crise no nosso país e a dimensão desta empresa não foi suficiente para fazer face às mutações do mercado. O primeiro passo, no limite, foi despedir alguns dos trabalhadores, mas rapidamente João Pedro se apercebeu que de nada adiantava despedir apenas alguns trabalhadores e, assim, tomou a decisão final e despediu todos os trabalhadores, mesmo consciente de que sem eles a empresa resistiria apenas alguns dias. E foi o que aconteceu numa semana. Casado, com dois filhos e 40 anos, João Pedro estava assim no desemprego, carregado de dívidas e com um orçamento de 485€, aquilo que a esposa ganhava como funcionária de uma loja de comércio local. Poderíamos pensar que ao menos tinha aquele valor fixo mensal, mas a verdade é que a renda da sua casa era de 400€ e, depois desta despesa paga, sobrava apenas 85€ para uma família de 4 pessoas sobreviver. “Os primeiros tempos foram terríveis, não quis aceitar o destino e revoltei-me contra tudo e todos”, refere-nos João Pedro.


Cheio de dívidas e sem hipótese de as pagar, a família deu primazia à renda da casa e, por conseguinte, as prestações dos créditos que tinha pedido para arrancar com o próprio negócio deixaram de ser pagas. “Não tardou até que os bancos começassem a pressionar-me para o pagamento das mensalidades em atraso e mesmo depois de explicar a minha situação, a pressão continuou semana após semana, mês após mês”. Sem trabalho e sem perspectivas, João Pedro não conseguia dormir a pensar nas dívidas e a família acabou por se ressentir. Os filhos perceberam que algo não estava bem e o clima familiar não era aquele que já tinha sido.


Com as dívidas a aumentarem e num ambiente familiar pesado, João Pedro decidiu arrumar a sua raiva e começou em busca de soluções. "Depois de muito pensar, considerei que o melhor a fazer era uma consolidação de créditos, juntando numa só prestação todos os créditos que possuíamos, mas rapidamente coloquei essa hipótese de lado porque nenhum banco me iria conceder um crédito com tantas prestações atrasadas. O meu nome estava na lista negra do Banco de Portugal e nem a minha mulher poderia pedir um porque o casamento fazia com que as minhas dívidas também fossem dela. Apesar de saber que a solução passava pela consolidação de crédito, o agora desempregado não conseguiu levar adiante esta sua solução, mas deixa-a o conselho a todos aqueles que comecem a passar algumas dificuldades, “desde que seja com instituições de referência, não se deixando cair na «cantiga do bandido» e em promessas milagrosas porque essas não existem".


Numa busca incessante pela solução célere dos seus problemas, João Pedro juntou a procura de emprego à pesquisa diária de formas de ultrapassar a pobreza iminente e escondida em que vivia. Fui em busca daquilo que me iria tirar deste sufoco e enquanto navega pela internet encontrei duas palavras que, na altura, me soaram a milagre: a insolvência pessoal, refere.


Pesquisou mais aprofundadamente sobre o que era a insolvência pessoal e assim que percebeu todo o processo pediu a ajuda do Estado para arranjar um advogado especializado nesta área. Com a situação financeira a deteriorar-se de dia para dia, José Pedro espera pelo dia da nomeação do advogado e no dia em que isso aconteceu o alívio apoderou-se desta família tipicamente portuguesa. O advogado informou-nos ainda mais sobre a insolvência pessoal e mostrou-nos que esse era o caminho para a minha família ter um novo começo. Pediu-nos uma série de documentos e avançamos para tribunal. Em cerca de dois meses foi declarada a insolvência pessoal do casal.


Contado assim, ninguém pensa que a decisão de avançar para a insolvência pessoal foi difícil. Ainda hoje a vergonha toma conta destas pessoas que se veem incapacitadas de cumprir com as suas obrigações, mas a verdade é que para a família de João Pedro este foi o milagre que tanto pediram do fundo da sua fé. “Estamos neste momento a meio dos cinco anos necessários para a exoneração da dívida e todos os meses entregamos 25€ ao administrador da insolvência para que no final esse valor seja entregue aos nossos credores. A minha vida ganhou um novo rumo. Deixei de ter os credores a pressionarem-me com os pagamentos e não vivo com o peso de penhoras constantes. Neste momento, sinto-me um homem bem mais forte”.


João Pedro, sem o peso das dívidas nos ombros e sem imóveis penhorados, conseguiu arranjar um emprego novo e, aos poucos, tem reconstruído a sua vida, sempre acompanhado pela sua família. Dizem que o que não nos mata torna-nos mais fortes e este é um caso desses.

 

João Pedro aceitou dar o seu testemunho para mostrar que, apesar da insolvência pessoal ser um processo moroso e onde é preciso muita força de vontade, é de facto o caminho que pode mudar a vida daqueles que, como ele, acumulam dívidas todos os dias. E como ele próprio diz: Não tenham vergonha de pedir ajuda. Recomeçar é muito mais fácil do que sobreviver ao incumprimento de créditos. Encarem a insolvência pessoal como uma forma de dar resposta aos credores e que, sem ela, o peso que carregará será demasiado para o deixar viver. Ao invés de vivermos obcecados com a possibilidade de vermos os nossos imóveis penhorados e a nossa vida de pernas para o ar, devemos encarar estes processos como uma verdadeira solução”. E, posto isto, “boa sorte a todos os que, como eu, estejam a passar por este processo

 

Leia também:

O que acontece às minhas dívidas se eu pedir falência? »

Problemas bancários invalidam crédito pessoal, mas há solução »

Maria Garcês
imóveis Penhorados: Relato de um leitor sobre insolvência - Dúvidas e Questões

Maria Garcês Comentado há 25 days 4 months 3 years

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Melhor resposta:

Anónimo

AnónimoResposta há 7 days 6 months 4 years

Olá, creio que se trata de um relato muito interessante, no entanto, existe um ponto que gostaria que fosse esclarecido, na medida que um dos requisitos necessários para se poder solicitar a insolvência familiar é:
•Que o devedor não deve ter explorado uma empresa nos 3 anos anteriores ao pedido de insolvência.
Mediante o caso relatado, o devedor explorava uma empresa que fechou/faliu aconteceu, então como é que foi possivel solicitar a insolvência familiar?
Aguardo vosso esclarecimento.
Atentamente
Luis Valente

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Anónimo

AnónimoResposta há 5 days 6 months 4 years

Boa tarde caro Luís. Muito obrigada pela sua questão. Por favor, queira enviar-nos um email para info@meuportalfinanceiro.com para que possamos dar seguimento à sua questão por parte dos nossos especialistas de créditos. Até breve.

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Outras respostas: (12)

Anónimo

AnónimoResposta há 15 days 5 months 3 years

como é calculado o valor a atribuir a pessoa insolvente? tendo 2 filhos e esposa desempregada? sendo seu salário actual de 641 euros.

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Anónimo

AnónimoResposta há 13 days 6 months 3 years

O meu caso é idêntico ao do João, apenas gostaria de colocar uma questão, em relação à empresa que o João tinha como fez a dissolução da sociedade? pode fazer a dissolução da sociedade sem activo e sem passivo sendo que o passivo deve ter revertido para ele enquanto sócio da empresa? ou teve de deixar aberta enquanto decorre o processo?

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Anónimo

AnónimoResposta há 14 days 6 months 3 years

Boa noite, eu como tantos outros casais comprei um casa em conjunto com a minha mulher, recorrendo ao crédito habitação. Entretanto divorciei-me e começaram os problemas. Ela deixou de contribuir no pagamento da prestação e deu insolvência pessoal, dando à insolvência a meação da habitação. Eu sempre paguei a prestação na sua totalidade. Uma 3ª pessoa comprou a parte dela por um valor muito abaixo da divida e o banco continua-me a exigir o total da dívida em falta. Isto é legal? Eu não teria que pagar só metade da divida visto que a parte dela foi vendida? Embora na escritura eu tenha assumido a divida ao banco, essa escritura não poderá ser considerada nula em virtude de um juiz ter decidido insolvente a outra parte que se assumiu em conjunto comigo devedora?Poderá alguém neste portal esclarecer alguma desta minhas perguntas? Obrigado.

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Anónimo

AnónimoResposta há 18 days 6 months 3 years

Boa tarde, eu e a minha mulher iremos pedir insolvência pessoal. Gostava de saber se o valor mínimo de rendimento estipulado pelo tribubal como não possível de ser entregue ao fiduciário, de €485 euros, é relativo a um agregadoou por pessoa? A minha dúvida é que se esse valor irrisório for por agregado faimilar iremos considerar divorciarmo-nos antes da apresentação do pedido de insolvência dado que €485 seria manifestamente impossível para dois adultos sobreviverem. Obrigado.

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Anónimo

AnónimoResposta há 23 days 6 months 3 years

Boa tarde
Tenho credito casa e carro e varios cartoes visa já tapados. O carro e casa vou pagando mas os visa não. Apenas vou conseguindo com ajuda de familiares. Questão é posso pedir insolvencia pessoal, ou tenho mesmo que deixar de pagar todas as prestaçoes para dar seguimento. É que no carro e na casa não aceitaram renegociar. Obrigada

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Anónimo

AnónimoResposta há 23 days 6 months 3 years

boa tarde,fui declarada insolvente,fiquei sem a casa e sem os carros e qual o meu espanto quando recebi a carta do administrador a dizer que o que fosse acima dos 1000€teria de entregar tudo.tive que arranjar uma casa na qual pago 400€ de arrendamento,o resto das despesas tenho uma menor como é possível isso não entendo.Encontro me desempregada e usufruo do subsidio estou isenta de entregar o subsidio ou também tenho de o entregar e o abono.obrigada

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Anónimo

AnónimoResposta há 10 days 9 months 3 years

Boa tarde.
O relato que aqui se descreve, é muito interessante. Mas perante a veracidade dos factos, como é que numa insolvencia pessoal, o devedor só entrega 25€ mensais?
Pelo que sei, é estipulado um limite, que fica para o insolvente e respectivas despesas e vida pessoal, mas tudo o que for acima desse valor estipulado(variável), irá para o Administrador da insolvencia, e não um valor (fixo) a pagar por mês, como relata a historia... gostaria que me esclarecessem esta questão.
Obrigado, Cumprimentos.

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Anónimo

Anónimo

Neste caso concreto, o nosso leitor tem rendimentos fixos baixos e as despesas, ainda que variáveis, levam-lhe grande parte do rendimento. Assim, a média de valores entregue ao administrador de insolvência nunca ultrapassa os 25€. Ou seja, ao invés de o leitor dar um valor real, fez uma média dos valores entregues ao administrador de insolvência. Mais esclarecimentos, estamos disponíveis através de info@meuportalfinanceiro.pt.

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Anónimo

AnónimoResposta há 17 days 11 months 3 years

o que é insolvencia

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Anónimo

AnónimoResposta há 17 days 11 months 3 years

no caso de pedir insolvência pessoal, posso continuar a receber o meu ordenado por transferência bancaria?

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Anónimo

AnónimoResposta há 24 days 3 months 4 years

estou insolvente há 1 ano. Neste momento o valor que me atribuiram para viver não me dá sequer para a alimemtação. Que posso fazer?

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Anónimo

Anónimo

Cara Ivone, comece por tentar negociar esse valor com o seu gestor de insolvência. Para mais informações, envie-nos um mail para info@meuportalfinanceiro.pt

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Anónimo

AnónimoResposta há 21 days 5 months 4 years

tendo eu de fechar a minha firma unipessoal, que ainda tem dividas e fui trabalhar para uma firma com salario de 1000euros ,posso pedir advogado da segurança social?nao tenho nada por pagar ate agora mas com 1000euros 300vao para filhos pois sou divorciado e creditos de firma e pessoais de 600euros mes ,terei direito a advogado da segurança social para pedir insolvencia pessoal?obrigada deixo email para resposta ***

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Anónimo

Anónimo

Caro Carlos Teixeira, por favor envie-nos um email para info(arroba)meuportalfinanceiro.com para darmos encaminhamento à sua questão. Muito obrigada.

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