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Crédito Habitação em crise, uma realidade em toda a Europa.

Há cada vez mais pessoas a apostar em comprar casa a pronto ou a optar pelo arrendamento como forma de fugir aos encargos, iniciais e mensais, com o crédito habitação. Os bancos estão já a munir-se de ferramentas para combater este cenário.

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Crédito Habitação - Pessoas sem casas e casas sem pessoas

Crédito Habitação em crise, uma realidade em toda a Europa.
  • Crédito habitação pode ter os dias contados?

Basta um pequeno passeio pelas cidades do nosso país para ver dezenas, se não centenas, de casas vazias. Umas abandonadas, outras com a construção por terminar, outras ainda já prontas e sem pessoas. Afinal, o que falha para que tantas casas estejam sem gente e exista tanta gente sem casa? Desde os inícios dos anos 90, a banca veio a incentivar a aquisição de habitação por parte dos portugueses. O acesso ao crédito habitação era simplificado e o valor dos imóveis foi, em muitos casos, extrapolado. Ao longo de duas décadas, as pessoas foram aguentando as constantes subidas das prestações mensais do crédito habitação, fazendo todos os possíveis para não incumprir com os seus compromissos. Mas ao primeiro sinal de crise, os bancos foram os primeiros a ressentir-se. Com as dificuldades, as pessoas foram sendo obrigadas a entregar as suas casas ao banco ou a partilhar a mesma com outra família. O arrendamento, passou também a ser uma solução para estas famílias que não conseguem cumprir com os compromissos assumidos aquando da contratação do crédito habitação. 

A postura dos bancos tem sido idêntica, passiva, por um lado, e agressiva por outro. Todos sabemos que os bancos não existem para guardar o nosso dinheiro, são sim uma empresa cujo lucro depende da comercialização de produtos. E a verdade é que o crédito habitação foi, em tempos, um produto bastante rentável. É certo, portanto, que o facto de as pessoas entregarem as habitações ao banco representa uma perda de lucro e um aumento do número de imóveis em carteira em cada instituição bancária. A agressividade vem na hora de colocar novamente essas habitações no mercado imobiliário. As retomas dos bancos são muitas e os preços bastante abaixo do preço do mercado e isso cria uma espécie de concorrência desleal para com os agentes imobiliários. A agressividade comercial e as facilidades na obtenção de crédito habitação, levam os possíveis compradores a optarem pelos imóveis dos bancos. Esta atitude tem tido um efeito contrário ao esperado. Ao invés de existirem mais pessoas a querer adquirir habitação própria, a verdade é que a procura tem sido bastante inferior à oferta e, hoje, as pessoas ponderam tudo muito bem antes de avançarem para um crédito habitação. 

Para evitar ser mais uma dessas pessoas sem casa e para que a sua casa não fique sem gente, quando verificar que as condições de vida se estão a deteriorar, entre em contacto com o seu banco e tente negociar o seu crédito habitação. Esta poderá ser uma solução vantajosa já que poderá ter acesso a condições que de outra forma não teria. Muna-se de todas as ferramentas necessárias e persiga esta solução. 

 

O Arrendamento

Com a crise do sector imobiliário, o arrendamento passou a ser uma solução bastante plausível. Além disso, o mundo é hoje, cada vez mais, uma aldeia global e a livre circulação de pessoas faz-se de forma muito ágil e isso leva a que as pessoas optem por arrendar as casas de acordo com as suas necessidades e a sua localização geográfica. 

Apesar deste panorama, o mercado de arrendamento em Portugal é hoje ainda imberbe. Se é verdade que sempre houve mercado de arrendamento, não menos verdade é que com a abertura do crédito habitação, houve um decréscimo na oferta destas opções de habitação. Hoje, o panorama é completamente diferente. Mas há ainda muitas arestas para limar. A oferta aumentou, é um facto, mas os preços não são de todo o reflexo do tecido imobiliário que possuímos. A inflação controla, da pior maneira, o mercado de arrendamento e são poucos aqueles que conseguem ter acesso a uma casa em condições. Basta uma pequena pesquisa nos inúmeros sites de imobiliário (Casa Sapo, Expresso Imobiliário, Imovirtual, entre outros) para perceber a discrepância de preços. Por um t2 no Porto pode pagar de 350€ até 600€, dependendo da qualidade da habitação ou do bom senso do senhorio. Muitas vezes, olha-se para o arrendamento como a solução para os problemas, mas esta valência deve ser encarada como a rentabilização de um investimento e não como a fuga aos problemas. 

Portugal tem vindo, nos últimos anos, a apostar no arrendamento e medidas como a Porta 65 são fundamentais para o incremento do mercado. Criar hábitos de arrendamento nos jovens é um passo fulcral para que, no futuro, o arrendamento seja encarado como um ato simples e normal. Desta forma, as pessoas vão vivendo de acordo com as suas necessidades e, desta forma, fogem ao crédito habitação. Exemplos? Um jovem de 25, sozinho, pode arrendar um pequeno estúdio. Será suficiente. Quando casar, poderá arrendar um tipo 1 já que mais uma pessoa poderá não caber num estúdio. Na altura em que se esperar um filho, começam a pensar num tipo 2 e, assim, a casa vai crescendo à medida em que acontece o mesmo na família. 

Apesar de ser um mercado relativamente recente, Portugal tem procurado estar a par do que acontece no resto da europa e, assim, tem vindo a criar mecanismo de apoio a senhorios e arrendatários, criando um equilíbrio de direitos e deveres. Muito se tem discutido sobre a matéria e algumas medidas têm sido criadas, como é o caso da Nova Lei das Rendas, mas os incentivos à habitação ficam ainda por fazer. Deduções fiscais, incentivo de reabilitação de imóveis com vista ao arrendamento e muitas outras questões deveriam ser discutidas e, acima de tudo, postas em prática. 

De salientar que, segundo os censos de 2011, apenas 13% das habitações são arrendadas. No entanto, na generalidade dos países da zona Euro, as taxas de população a habitar em casas arrendadas superam os 40%. Duas realidades que nos fazem crer que a evolução, no que diz respeito ao arrendamento, está bem longe de Portugal. 

 

E casas sem gente

Como já foi referido, basta uma passagem por qualquer cidade do país para ter noção da quantidade de casas abandonadas, deixadas ao seu destino e à degradação. Para além de, esteticamente, serem uma imagem que ninguém gosta de reter, a principal questão é a razão de tal acontecer quando se sabe que existem muitas pessoas sem casa ou a viver em condições deploráveis por não terem capacidade de fazer face a uma renda. 

Em Portugal, a ocupação de casas desabitadas e/ou abandonadas não é prática comum e acontece apenas em casos de marginalidade, sendo que essa ocupação é ilegal e pode constituir crime. No entanto, pela europa existem exemplos que contrapõem a posição do nosso país. Este mês, por exemplo, foi aprovado um decreto-lei na Andaluzia que permite a expropriação temporária de casas vazias por parte dos bancos. Mas há ainda quem vá mais longe. Na Holanda, por exemplo, a ocupação de casas vazias há mais de um ano é legal e bastante comum. O movimento de ocupas é muito grande e as comunidades são bastante evoluídas e bem inseridas na comunidade. Já na Alemanha, os proprietários de casas abandonadas e degradadas podem ser obrigados a reabilitar as habitações sob pena de as verem expropriadas se tal não acontecer. Isto faz com que o mercado se reabilite por ele mesmo e se devolva às pessoas aquilo que, aparentemente, não é de ninguém. 

 

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Maria Garcês
crédito Habitação - Pessoas sem casas e casas sem pessoas - Dúvidas e Questões

Maria Garcês Comentado há 8 days 5 months 2 years

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